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Terça, 20 de Novembro de 2012

NASCE UMA NOVA ESPERANÇA

Em Cristalina, mãe recorre a tratamento por células-tronco


Nasceu no último dia 13 de novembro o pequeno Murilo, já com a missão mais nobre que um ser humano pode desempenhar na vida do outro: salvá-la! Há dois meses do nascimento de Murilo, seus pais, Mariana Menegatti e Wesley Silva, descobriram que o filho mais velho, Victor Hugo, sofre de distrofia muscular, ainda sem cura, mas com estudos que apontam tratamento para os próximos 5 anos, através de células-tronco. Os pais não tiveram dúvidas e optaram pela coleta. Sob orientação médica, entraram em contato com uma clínica em São Paulo e durante o parto, realizado no Hospital Municipal Chaud Salles (HMCS), em Cristalina, uma equipe médica paulista acompanhou o procedimento e coletou as células do cordão umbilical, que ficarão armazenadas até que se chegue a um tratamento que garanta a cura da doença.

Victor Hugo está sendo assistido pelo Instituto Sarah Kubitschek, em Brasília, onde realiza terapia funcional, que tem como objetivo retardar o desenvolvimento de deformidades graves através de exercícios ativos e correção da postura, estimular a independência nas atividades de vida diária e melhorar a ventilação pulmonar. Segundo informações do site do Instituto, a criança deve ser incentivada a evitar a cadeira de rodas até quando possível, além disso, os pais também são preparados para desenvolver atividades orientadas em casa.

“Esse foi o primeiro caso de coleta de células-tronco em Cristalina, e abre portas para que outras famílias se interessem por essa opção da biotecnologia, que será uma ferramenta para salvar vidas nos próximos anos, visto os vários estudos que vêm sendo desenvolvidos em torno de tratamentos através de células-tronco”, destacou Benedito de Pádua Júnior, diretor e médico do HMCS. Nessa mesma linha, Guilherme Machado, médico da rede municipal de saúde de Cristalina, destacou que “embora tratamentos com células-tronco ainda estejam no campo de estudos, em algumas áreas tem se revelado promissor, e que a família que decide pela coleta das células poderá no futuro ter acesso a tratamentos passíveis apenas através desse método”, pontuou.

Os pais de Victor Hugo e Murilo agora aguardam ansiosos para que se chegue a um tratamento de resultados efetivos na cura da distrofia muscular. Enquanto isso as células-tronco ficarão armazenadas em São Paulo. “Tomamos essa decisão porque é a única chance de garantir um tratamento avançado para o Victor Hugo, como foi tudo de última hora não conseguimos nenhuma ajuda pelo SUS, é um procedimento caro para coleta e armazenamento das células-tronco, além do acompanhamento no Sarah Kubitschek”, disse Mariana.

Maks Wilson, secretário municipal de saúde, informou que o município oferece assistência a qualquer paciente que necessite de tratamento fora do domicílio (TFD). “O caso do Victor Hugo, bem como qualquer outro paciente que precise de atendimento especializado fora de Cristalina, pode procurar a secretaria de saúde para solicitar o serviço de TFD, no qual dispomos de transporte e assistência social ao paciente”, esclareceu o secretário. Maks lembrou ainda que em Goiânia, a comunidade cristalinense pode contar ainda com a Casa de Apoio, com servidores destinados a oferecer assistência aos pacientes no agendamento de consultas e exames, alimentação e transporte até as clínicas.

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA

A distrofia muscular é uma das alterações genéticas mais comuns em todo o mundo. De cada 2.000 nascidos vivos, um é portador de algum tipo de distrofia muscular. Essa incidência supera a de doenças como o câncer infantil, que é de aproximadamente um para 4.500 nascidos, de acordo com o Inca – Instituto Nacional de Câncer.

Nos últimos anos, a expectativa de vida desses pacientes em países desenvolvidos passou de 20 a 25 anos para mais de 35 anos. No Brasil, só a concessão dos BiPAPs – aparelhos não-invasivos de respiração artificial – aumentou a expectativa de vida dos afetados pela Distrofia de Duchenne entre 12 a 15 anos. Já os afetados pelas formas mais brandas de distrofia podem ter uma vida praticamente normal se diagnosticados precocemente e tratados adequadamente. (Dados da Associação Brasileira de Distrofia Muscular) 

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